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Aprender a andar de bicicleta vai fazer parte do currículo escolar em Portugal

Aprender a andar de bicicleta será, nos próximos anos, obrigatório para as crianças a partir do ensino básico. O objetivo é forçar uma mudança de comportamentos ao nível da mobilidade.

O governo de Portugal através da secretaria adjunta e da Mobilidade, entende que a educação no trânsito deve começar desde pequeno. Confira a entrevista com o Secretário José Mendes dada ao jornal JN de Portugal.

“Todos os alunos terão a oportunidade de aprender a pedalar, num processo de formação faseado ao longo dos vários níveis de escolaridade”, lê-se na Estratégia Nacional para a Mobilidade Ativa apresentada nesta quinta-feira. No 1º ciclo, as aulas serão em contexto protegido, passando para o espaço público nos 2º, 3º ciclos e secundário, avança o “Público”.

José Mendes – Secretário de Estado Adjunto e de Mobilidade Urbana de Portugal

“As crianças têm uma capacidade de sensibilização enorme”, disse ao jornal o secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes. O objetivo da medida é provocar uma “mudança drástica de comportamentos”, a nível ambiental e de mobilidade. A esperança é que a “pedagogia” à boleia dos mais jovens leve a comportamentos semelhantes.

Em suma, “a educação para a mobilidade ativa e sustentável, e para a cidadania rodoviária será providenciada a partir do pré-escolar, e continuada nos níveis seguintes, incentivando o uso partilhado e responsável do espaço público.”

A formação será “teórica e prática” e passará por “ensinar regras” ou conceitos como “condução defensiva”, reforça José Mendes.

De acordo com o diário, os adultos que não sabem pedalar não ficam de fora. Haverá um “quadro de referência nacional para ensinar a pedalar”, com “desenvolvimento de competências para pedalar em condições de conforto e segurança, em contexto protegido (nível básico) e em meio rodoviário (nível avançado)”. A iniciativa vai necessitar de monitores formados e certificados.

A completar esta alteração de paradigma, o “aperfeiçoamento” do Código da Estrada, que também vai ter um papel na parte formativa. A formação para obter uma carta de condução de veículos motorizados terá uma “sólida componente específica orientada para a proteção dos utilizadores mais vulneráveis da rodovia, e para a redução progressiva e generalizada da sinistralidade.